festa_musica

Aquele do Banheiro e da Dispensa

2 years ago

O bom de morar em Dublin é que aqui você pode se divertir em qualquer dia ou noite da semana, sempre tem uma festa, um Pub ou Night Club para sair. Não é uma grande cidade como SP, mas tem as qualidades da capital de um país. Ao mesmo tempo que é pequena, é também acolhedora e você pode sair e voltar a hora do dia ou da noite com toda a segurança.

Em uma dessas noites eu e minhas adoráveis amigas (as 6 mulheres da minha vida), resolvemos nos divertir na famosa Dicey’s, poit de muitos brazucas que desembarcam na Ilha Esmeralda. No entanto para fugir da rotina e com menos brasileiros e mais nativos, resolvemos encara a balada em um dia de semana, mais precisamente na segunda feira.

Bebida barata, gente bonita e nós lá fazendo a linha de entendidos. O inglês já estava a mil depois de algumas pints, a gente meio que estava íntimo do pessoal e não importava a nacionalidade, era um tal de francês pra cá, espanhol pra lá e claro muito inglês no meio dessa muvuca toda. Após muita música alta, muita bebida e muitas gargalhadas a festa acabou umas duas da madrugada, como de costume e a gente ainda estava no auge.

Eis que uma das meninas, que havia conhecido um grupo de rapazes, comentou que os meninos nos convidaram para continuar a noitada na casa deles com bebida liberada. Algumas das meninas desistiram, mas eu e mais duas parceiras topamos a proposta, afinal de contas no dia seguinte nenhum de nós três trabalhávamos. Todos no taxi, as meninas, os três nativos e eu… lá fomos nós para a after.

Ao chegar na tal casa espanto total, afinal de contas não era uma casa, era simplesmente uma mansão e nós ficamos abismados. Para quem não sabe, vida de estudante na Irlanda é morar together com uma galera em uma pequena casa ou flat, dividindo quarto com mais três ou quatro pessoas, isso quando não divide uma cama, saber que uma pessoa mora em uma mansão é espantoso e fora da nossa atual realidade.

casas na irlanda

Chegamos meio que donos da casa, um já colocando música alta, outro servindo cerveja, as meninas querendo o corpo do suposto dono da casa e eu já querendo entender de quem era a casa, afinal de contas esmola de mais brasileiro desconfia.

O menino disse que a casa era dele, mas que ele morava com os pais, bom no exterior morar com os pais é coisa rara, a não ser que você seja novo, muito novo e eles não tinham cara de novos, até porque o povo aqui envelhece cedo, sendo assim resolvi questionar a idade dos indivíduos.

Nesse momento surge o momento Maíza, eu deveria era ter ficado quieto pois a idade dos três variava entre 20 e 22 anos enquanto que nós estamos entre 30 e 32 anos, meu mundo caiu.

Pego as gurias de canto e aviso que estávamos na casa de alguns ninfetos eróticos e que seria melhor irmos embora. Enquanto detalhava o que havia descoberto um dos meninos muito bêbado tira a camisa e mostra todo o seu tranquinho Brastemp.

Nesse momento acho que bateu a bobeira em nós, ou seja, já que estamos na chuva e pra se molhar, bora curtir a after e que se exploda o resto.

Dele bebida, música, as meninas faceiras que nem criança no parque e eu curtindo tudo mas pensando que nessa loucura toda algo ainda não se encaixava direito.

Em um determinado momento, as meninas resolvem ir no banheiro, já que uma havia bebido demais, o suposto dono da casa explica que tem um banheiro do lado da dispensa na cozinha. Enquanto elas saem eu fico ali batendo papo com eles.

Nesse instante resolvo fazer mais uma pergunta, queria entender onde estariam os pais do guri. Surpresa, estavam dormindo na casa enquanto que a gente estava na maior algazarra na sala.

De repente uma luz acende na escadaria e surge um senhor de hobby na maior discussão com todos da sala uma língua indecifrável. Precinto confusão e saio discretamente rumo a cozinha atrás das meninas pra avisar que o clima da casa estava pesando.

Ao bater desesperadamente na porta do banheiro, uma das minhas amigas abre e o que era para ser a salvação para sairmos da casa o mais rápido possível, na verdade era mais desesperador. A que pediu para ir ao banheiro simplesmente vomitou todo o banheiro, e quando eu digo todo ela não mediu esforços, aliás porque será que toda pessoa que passa mal na hora de vomitar era o buraco do vaso!!! Enquanto a que vomitou estava sentada do lado do vaso a outra tentava solucionar o problema limpando com os tapetinhos do banheiro.

11846011_901880446545688_931673091_n

Sem discutir muito, conto a confusão que estava rolando na sala com o homem de hobby e os meninos. Gente confesso que nunca vi uma pessoa que está vomitando melhorar em frações de segundos. Ao abrir a porta do banheiro, notamos que os gritos são altos e escutamos barulho de briga, ao chegar próximo a porta da sala encontramos o homem de hobby com o nariz sangrando e os meninos segurando aquele que seria o suposto dono ou filho do dono da casa.

briga

Momento tensão e recuamos rapidamente para dentro da cozinha, só que dessa vez no desespero eu entro dentro do banheiro enquanto que as meninas saem por outra porta que ficava ao lado, provavelmente porta da rua.

Fico desesperado por me separar delas em toda aquela confusão, mas nem tudo são flores quando eu penso que está ruim piora mais ainda. Ao sair percebo que alguém vem em direção do banheiro e num passe de mágica entro no box e puxo a cortina de plástico.

Acredito ser o homem de hobby que entrara no banheiro, provavelmente para estancar o nariz, mas ao ver ele todo vomitado sai mais furioso ainda e por sorte não me nota lá dentro. Fico sem entender o que fazer pois como todos devem saber na Irlanda não tem janela de banheiro. Em uma atitude máscula resolvo sair e enfrentar a situação.

Abro a porta lentamente em busca de minhas amigas, mas noto que a cozinha está às escuras, como eu sabia que elas haviam entrado na porta ao lado, resolvo segui-las.

Ao abrir a porta encontro as duas agachadas na total escuridão tentando descobrir o que estava acontecendo, afinal de contas não era uma porta de saída e sim uma dispensa. Ficamos minutos tentando achar uma solução para sair daquela confusão, afinal de contas éramos apenas convidados e nada mais.

escondida na porta

Resolvemos sair da tal dispensa, já que os gritos haviam sessado. Nesse instante percebemos que alguém está a caminho da cozinha novamente e voltamos os três para a dispensa deixando apenas uma fresta para ver se não seria algum dos rapazes.

Em poucos momentos, uma pessoa acende a luz da cozinha e a gente fica acompanhando seus passos pelo cômodo, parecia mesmo um filme de terror e a impressão que tínhamos era que Jeison iria aparecer com uma faca na mão.

Mais uma vez minha atitude de macho alpha bate mais forte e eu abro a porto e encontramos uma senhora, também de hobby que ao nos ver leva um susto e salta um grito. Pensei, fudeu de novo.

As meninas mais que depressa puxa papo e começa a conversar com a mulher para tentar entender o que estava acontecendo e após passar todo o susto, ela avisa que a confusão toda tinha sido entre o seu marido e os meninos.

Opa, penso eu, os meninos quem, eles não moram aqui??? Momento interrogação. Ela explica que eram pai e filho e que ela seria a segunda esposa e que o filho que morava com o pai sempre aprontava dessas, enfim momento “Casos de Família”.

Nós explicamos que na verdade tínhamos ido ali com os rapazes porque eles nos haviam convidado, mas que a gente nem se quer imaginava que tinha alguém na casa. A mulher gentilmente pede desculpas e pergunta se pode fazer alguma coisa para nos ajudar, porque era visível que nós parecíamos mais cachorros quando caem da mudança.

Nós apenas queríamos um taxi para ir embora e ela chamou um em instantes, por sorte nem aguardamos cinco minutos, e o taxi chegou.

Pedimos desculpas mais uma vez a mulher e fomos embora, sem saber o fim da confusão pela porta dos fundos.

Bom gente, o que aconteceu depois a gente não sabe, pois ninguém pegou o contato dos boys, a única coisas que tenho para dizer é que foi uma noite muito louca e cheia de emoção. Coisas de Dublin 😀

Logo logo conto mais histórias para vocês!

Os textos publicados neste quadro “Crônicas do meu amigo Gay” são de responsabilidade do Autor convidado.

Enquanto isso, vamos colocar o nosso batom na mala e seguir a nossa viagem.

Alessanda Assis | Batom na Mala

5 thoughts on “Aquele do Banheiro e da Dispensa”

  1. Olá Ale,
    Adorando as crônicas do seu amigo gay haha, mas que babado, deve mesmo ter sido bem tenso isso ae, mas passado o susto que eles continuem aprontando e nos dando mais boas histórias haha. Bjo pra vc e para o amigo gay. 🙂

  2. hahahaha murriiiii agora gente vcs sao muito loucas, parece historia de filme kkkkkkkkkkkkkk imagino sua cara Ale… E daleeeee mais historias…

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *